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Gatos na história humana

Dicas e Curiosidades

Um pouco de História

Segundo a lógica a feroz perseguição aos gatos incitada pela Igreja Católica, dizimando quase por completo a população européia destes animais no Século XIV, contribuiu decisivamente para a multiplicação de ratos, que eram portadores da Peste Bubônica.

A terrível consequência disso foi a proliferação da Peste Negra (Peste Bubônica), que dizimou um terço da população europeia (de 1347 a 1350). A peste era causada pela bactéria Yersinia pestis, residente no pulga Xenopsylla cheopis, que por sua vez habitava no rato preto indiano Rattus rattus. Esta espécie de rato originária da Ásia, foi trazida pela horda de guerreiros mongóis liderados por Gengis Khan, na sua jornada de conquistas que teve como derradeiro destino a Europa.

O número de gatos foi recuperando, e estes ainda chegaram a ter papel ativo no controle das populações de ratos, o que veio a contribuir também para a diminuição da ocorrência da peste.

Com todo o cuidado para não ser queimado vivo como herege, o navegador genovês Cristovão Colombo tomou a precaução de embarcar nas suas três caravelas, Santa Maria, Pinta e Niña, dezenas de gatos, os quais, ao longo de 35 dias de viagem transatlântica, travaram verdadeiras batalhas contra os ratos, protegendo as provisões alimentícias e permitindo que os membros da tripulação desembarcassem vivos nas margens desconhecidas, em
12 de Outubro de 1492.

Em 1484, o Papa Inocêncio VIII promulgou uma bula contra os feiticeiros, acusando de heresia milhares de pessoas, um bom número das quais sendo culpadas apenas por possuírem um gato. Por toda a Europa, milhares de pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus, por serem acusadas de feitiçaria e adoração a Satanás. E juntamente com elas, os seus gatos. Este Papa inquisidor incluiu o gato na lista dos perseguidos pela inquisição, campanha assassina da Igreja contra supostas heresias e bruxarias. Nesta mesma época, Leonardo da Vinci escreveu: "chegará o dia em que um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade." Leonardo era um admirador de gatos, e considerava “o menor dos felinos” uma obra-prima.

Mesmo nestes tempos de tanto ódio, os gatos foram amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. Com o tempo, a Igreja também foi sendo mais tolerante à presença do gato, e a perseguição aos felinos foi diminuindo. O Cardeal Richelieu chegou a ter muitos gatos, entre eles um Angorá preto chamado Lúcifer.

No Século XVIII, foram finalmente abolidas as leis sobre feitiçaria.

Fonte: http://paradigmamatrix.blogspot.com/2011/01/inquisicao-os-gatos-e-peste-negra.html


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